Homeopatia não é efeito placebo: comprovação das evidências científicas da homeopatia – apresentação

A homeopatia é uma prática médica reconhecida mundialmente há mais de dois séculos, desenvolvendo atividades de assistência, ensino e pesquisa em diversas instituições de saúde e faculdades de medicina. Emprega uma abordagem clínica baseada em princípios científicos heterodoxos e complementares (princípio da similitude terapêutica, experimentação patogenética homeopática, uso de doses dinamizadas e medicamentos individualizados), com o objetivo de despertar uma resposta curativa do organismo contra seus próprios distúrbios ou doenças. Baseando-se em premissas distintas das empregadas pela prática médica convencional, a homeopatia é muitas vezes alvo de críticas infundadas e generalizadas por parte de indivíduos que, sistematicamente, negam os pressupostos homeopáticos e quaisquer evidências científicas que os comprovem, em vista de uma postura pseudocética e pseudocientífica que impede uma análise correta e isenta de preconceitos. Para elucidar médicos, pesquisadores, profissionais de saúde e o público em geral, desmistificando posturas dogmáticas culturalmente arraigadas e as falácias pseudocéticas de que “não existem evidências científicas em homeopatia” e “homeopatia é efeito placebo”, em 2017, a Câmara Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CT-Homeopatia, Cremesp) elaborou o “Dossiê Especial: Evidências Científicas em Homeopatia”, disponibilizado em três edições independentes (online em português e inglês; impressa em português) na Revista de Homeopatia (São Paulo). Em 2023, o dossiê foi publicado em espanhol na revista La Homeopatía de México, em edição de livre acesso comemorativa do 90° aniversário do periódico. Englobando nove revisões narrativas sobre as diversas linhas da pesquisa em homeopatia, contendo centenas de artigos científicos que descrevem estudos experimentais e clínicos, o dossiê destacou o estado da arte da ciência homeopática. Comprovando e ampliando essas evidências científicas, o atual compêndio visa atualizar e esclarecer o conhecimento na área em treze capítulos. Além de elucidar, em detalhes, as premissas epistemológicas do modelo homeopático, a obra descreve, num continuum de informações, dados e referências bibliográficas, os diversos aspectos da pesquisa básica e clínica que endossam a prática e o tratamento homeopático. Discorrendo sobre temas diversos relacionados à pesquisa em homeopatia, o relatório aborda desde a “epidemiologia clínica homeopática” até as “estratégias pseudocéticas e pseudocientíficas usadas em ataques à homeopatia”, passando por “fundamentação farmacológica do princípio da similitude”, “estudos experimentais em modelos biológicos”, “ensaios clínicos controlados randomizados”, “revisões sistemáticas, metanálises e relatórios globais” e “estudos observacionais”, dentre outros. Em vista de que se torna infrutífero e cansativo descrever a analisar todos os estudos e experimentos das diversas linhas de pesquisa, sugerimos e sistematizamos nos diversos capítulos, aos que queiram se aprofundar nas áreas de interesse, levantamentos bibliográficos da literatura existente através dos distintos bancos ou bases de dados. Como reiteramos ao longo da obra, apesar das dificuldades e limitações existentes no desenvolvimento de pesquisas em homeopatia, tanto pelos aspectos metodológicos quanto pela ausência de apoio institucional e financeiro, o conjunto de estudos experimentais e clínicos descritos é prova inconteste de que “existem evidências científicas em homeopatia” e “homeopatia não é efeito placebo”, ao contrário do preconceito falsamente disseminado. No entanto, novos estudos devem continuar a ser desenvolvidos, para aprimorar a prática clínica e elucidar aspectos singulares ao paradigma homeopático. Atuando como terapêutica integrativa e complementar às demais especialidades, a homeopatia pode acrescentar eficácia, efetividade, eficiência e segurança à prática médica, atuando de forma curativa e preventiva, diminuindo as manifestações sintomáticas e a predisposição ao adoecer, com baixo custo e eventos adversos mínimos.

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