Arquivo do Autor: Rosangela Brambilla
AMHB/APH – A Polêmica Regulamentação da Comissão Federal do Comércio dos EUA Relativa aos “Medicamentos Homeopáticos de Venda Livre”
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Indústria Farmacêutica Age como o Crime Organizado – Jornal Folha de São Paulo
Prezados Colegas Homeopatas e Amigos:
Nesta semana, foi publicada no caderno ‘Equilíbrio e Saúde’ do jornal Folha de São Paulo (17/11/16) a matéria intitulada “Indústria farmacêutica age como o crime organizado”, anunciando o lançamento do livro “Medicamentos Mortais e Crime Organizado”, do médico dinamarquês Peter Gotzsche: Professor da Universidade de Copenhague e um dos fundadores da Cochrane (rede de pesquisadores independentes que avaliam a eficácia dos tratamentos através de revisões sistemáticas), ele relata em sua obra “como a indústria farmacêutica corrompeu a assistência médica”, causando grande alvoroço no meio médico-científico ao relatar “falhas na regulação de medicamentos e os riscos que muitos deles causam à saúde”. Dentre os inúmeros aspectos abordados, critica severamente o trabalho incipiente das agências reguladoras mundiais, que desprezam os efeitos adversos das drogas ao aprovarem uma nova droga. Adverte sobre os riscos dos medicamentos psiquiátricos, os quais “tem provocado muitos danos aos pacientes e podem se tornar ainda piores quando eles tentam interrompê-las, porque aparecem os sintomas da abstinência, mas os psiquiatras muitas vezes negam isso. Eles aprenderam com a indústria farmacêutica que nunca devem culpar a droga, mas sim a doença”. Utilizando um termo inadequado (“sintomas de abstinência”), quando deveria se utilizar o termo “sintomas da retirada” (“withdrawal symptoms”) ou “sintomas rebote”, este alerta se refere ao efeito rebote dos fármacos modernos, tema que vimos estudando há décadas para fundamentar o princípio da similitude terapêutica em diversas revisões, dentre as quais uma que descreve a piora da depressão, causando riscos de ideações e atitudes suicidas, após a suspensão dos antidepressivos (“Antidepressants, suicidality and rebound effect: evidence of similitude?”). A quem possa interessar, segue abaixo outras matérias sobre o assunto que publicamos recentemente en nosso site: – Quando os remédios são venenos – Dr. Anthony Wong – Reações Adversas a Medicamentos – Leia a bula!!! Atenciosamente, Marcus Zulian Teixeira |
APH – Visite o novo Site da BVS Homeopatia
Visite o novo Site BVS-HOMEOPATIA
O site BVS-HOMEOPATIA, foi reformulado com a parceria da BIREME.
O site tem um novo desenho gráfico, com o objetivo de facilitar a navegação do usuário, oferece o sistema de busca integrada que permite a apresentação dos resultados por meio de clusters/filtros, maximizando as pesquisas realizadas na BVS.
A BVS Homeopatia Brasil tem por objetivo permitir acesso instantâneo, universal e eficiente às informações científicas e técnicas sobre a Homeopatia. Tem como meta também tornar-se um centro de referência para toda informação sobre Homeopatia em âmbito nacional e internacional.
A BVS Homeopatia disponibiliza para consulta a Base de Dados HomeoIndex, produzida pela Associação Paulista de Homeopatia que indexar artigos de periódicos, livros, monografias, teses e outros matérias especializados.
Além de ser um ambiente de disseminação da informação, a BVS Homeopatia Brasil promoverá também o contato entre instituições, especialistas e o público, através de fóruns, discussão de temas, solução de dúvidas, links, etc.
Acesse o site: BVS-HOMEOPATIA
Link da matéria no site da APH:
Jornal Correio do Estado de Campo Grande-MS entrevista Dr. Luiz Darcy Gonçalves Siqueira-Médico Homeopata
“Queremos voltar à prática médica, colocar a mão e perceber o paciente em sua totalidade”
Luiz Darcy Gonçalves Siqueira é médico homeopata e vice-presidente regional da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB)
CORREIO PERGUNTA
Em primeiro lugar, gostaria que o senhor definisse para o leitor o que é a homeopatia.
LUIZ DARCY – Homeopatia é uma especialidade médica, como qualquer outra, uma terapêutica baseada na lei dos semelhantes. Ou seja, “hómoios”, vem do grego e significa semelhante, e “páthos”, que significa sofrimento. A homeopatia busca identificar o sofrimento do paciente, aquilo que é mais característico no sofrimento dele, com uma substância que foi previamente experimentada num homem são ou captada pelos sintomas por meio da intoxicação acidental ou não. Isso é criado no que a gente chama de uma matéria médica homeopática. Essa matéria médica contém cada substância com os sintomas que ela produziu nessa experimentação. E quando encontramos um casamento desses sintomas com o sofrimento do paciente, este é o remédio. E como isso funciona? O remédio, por ele não ter nenhum princípio ativo químico que atua a nível celular ou molecular, como os remédios químicos convencionais, é um estímulo, é uma informação, na realidade, para colocar em funcionamento um sistema natural de autocura que nós já temos. Então, o criador da homeopatia, Samuel Hanhemann, lá no século 16, queria alguma coisa que tivesse na natureza e que produzisse essa informação. Ou seja, que se devolvesse ao paciente o estado de saúde original e que está obstaculizado pelas doenças. É isso o que o estímulo faz, faz com que o paciente dê conta de suas doenças.
O senhor preside o 33º Congresso Brasileiro de Homeopatia, que ocorre em Campo Grande até o dia 6 de setembro. Em linhas gerais, o que será discutido entre os médicos nesse evento?
A programação foi elaborada pela comissão organizadora do congresso e esse grupo estudou e pensou em resgatar, dentro da própria homeopatia, o que a gente chamou de tema principal do congresso, a prática médica, ou seja, colocar a mão no paciente, voltar às origens do exame no paciente, examinar e perceber o paciente na sua totalidade. Hoje, estamos muito em função dos resultados, diagnósticos, exames, exames de imagem e tal e colocamos pouco a mão no paciente, examinamos pouco ele. Dentro da homeopatia, queremos resgatar isso também para os mais novos colegas, no sentido de dar importância para a entrevista, a anamnese, para conhecer o paciente. Todas as palestras, mesas-redondas e conferências foram pensadas em cima dests tema central. Também trabalharemos a questão do ensino da homeopatia, as escolas de formação, a homeopatia da saúde pública, como está a contribuição da homeopatia, hoje, dentro do Sistema Único de Saúde, a questão da homeopatia nas especialidades – grande parte dos homeopatas são pediatras ou clínicos, mas também tem otorrinos, oftalmos, ginecologistas. E junto desse nosso congresso, teremos o 1º Congresso de Atualização de Veterinária Homeopática e a Odontologia fará também o seu 13º Congresso Brasileiro de Odontologia Homeopática.
Qual a diferença entre a alopatia e a homeopatia?
Basicamente é o enfoque. Na alopatia, a gente está mais preocupado com a doença. Trabalham-se os exames no paciente a fim de fazer um diagnóstico, dar um rótulo para alguma doença. E quando a gente faz o diagnóstico, já existe um protocolo de tratamento para aquela doença. Na homeopatia, também fazemos isso, é importante saber o diagnóstico do que se está tratando. Mas aí vamos para um outro caminho, que é entender porque a pessoa está com aquela doença, o que levou aquilo a acontecer, porque nada no organismo ocorre do nada, por acaso.
Assim como ocorre na alopatia, houve, nos últimos anos, alguma descoberta significativa na homeopatia que tenha de certa forma revolucionado algum tratamento?
Não, porque os medicamentos – e isso é algo muito interessante – são os mesmos de 220 anos atrás. Existem experimentações de novos medicamentos, mas para tratar sempre as mesmas coisas. Não há medicamento novo para uma doença nova, isso não. O que tem acontecido hoje a gente chama de contribuição dos homeopatas contemporâneos, é que, utilizando a homeopatia clássica do Samuel Hanhemann e dos autores antigos, há novas abordagens de acessar o paciente, de filtrar, de a gente conseguir, por meio de alguns métodos, encontrar o medicamento do paciente de uma forma mais fácil.
Antigamente, pais e mães ministravam remédios caseiros para os filhos. Chá de sabugueiro, alho, por exemplo, eram sempre opções para a gripe. Hoje é mais comum dar remédios. Por que acha que esses costumes foram perdidos?
Primeiro, pelo próprio desenvolvimento da medicina e dos medicamentos. Antigamente, as pessoas não tinham muito acesso aos remédios mesmo porque a indústria não era o que é hoje. E a indústria é uma empresa e quer vender seu produto, faz marketing, e ele está tão forte na mídia que as pessoas acabam acreditando que aquela é a fórmula correta de fazer as coisas. E o que foi acontecendo com as pessoas? O imediatismo que vem vindo com a nossa transformação cultural. As pessoas querem ficar doentes de manhã e ficarem boas à tarde.
Qual prejuízo em longo prazo de ministrar muitos remédios químicos desde cedo?
Toda droga química, além do seu efeito terapêutico desejado, no seu bojo, tem resultados adversos e colaterais, que vão depender da sensibilidade de cada paciente. E, em longo prazo, vai acontecer o que chamamos de doença medicamentosa crônica. Ou seja, os pacientes que tomam remédio por um período muito prolongado não podem retirar esses medicamentos com o risco de ter o efeito rebote muito grave. Ou seja, se a pessoa toma um remédio, por exemplo, um hipertensivo, anticonvulsivo e outros remédios de uso muito crônico, como antidepressivos, se ela interromper subitamente, pode ter agravamento muito sério de sua doença. Por isso, temos que tomar o maior cuidado com pacientes que fazem tratamento crônico, de a gente nunca retirar bruscamente o medicamento. Os colegas especialistas sabem disso.
E o contrário, quais riscos de ministrar ervas e produtos caseiros sem orientação?
Quando falamos de ervas e produtos caseiros, estamos falando de fitoterapia e isso não é homeopatia. A fitoterapia é igual à alopatia, só que de efeito mais brando, porém não é menos tóxica. A vantagem do fitoterápico é que o princípio ativo está junto do que a gente chama de substâncias coadjuvantes, que já tratam os efeitos colaterais. Quando a gente purifica uma substância para ter um remédio químico, ele é puro, ele não tem essas substâncias que ajudariam nos efeitos adversos. Por isso, quanto mais potente uma droga mais efeitos adversos ela tem. E por isso as plantas, a fitoterapia, têm menos efeitos adversos, mas não deixam de tê-los. Quem faz fitoterapia tem que ter conhecimento, porque não é toda planta que pode ferver, que pode fazer infusão, etc.
Algumas pessoas associam a homeopatia ao efeito placebo. Por quê?
Para conseguirmos extrair do paciente os sintomas mais característicos dele, que combinem com uma substância, muitos acham que a consulta é como a de um psicólogo, como a de um terapeuta. Em nossa consulta, se valorizam muito os sintomas mentais, além dos gerais e dos físicos. E muitas pessoas, de fato, melhoram apenas com a consulta, isso acontece. Mas isso é por um período curto e sabemos quando é o efeito da consulta e quando é o efeito do remédio. Porque esse efeito “rapport” da consulta dura no máximo 15 dias. Porque as pessoas, no dia a dia, na maioria dos casos, não contam com profissionais que as ouvem. Há muitos clínicos alopatas que escutam seus pacientes, que têm toda esta atenção e um tempo maior com o paciente, mas na maioria das vezes as pessoas não têm tempo de falar de si. Falam do que estão sentindo e já recebem um tratamento. Então, quando a pessoa tem tempo de falar de si, contar seu sofrimento, isso só já mobiliza um monte de coisas da pessoa que já traz um certo alívio. Não vai curá-la da doença, mas dá um certo alívio. E se não continuar o tratamento, volta. Porque como não se consegue identificar um princípio ativo, uma coisa material, uma cor, acham que se está dando água para o paciente. E este efeito placebo cai por terra quando se trata animais, quando se trata crianças pequenininhas e pacientes em coma. Não tem efeito placebo. E outra coisa interessante, também nos estudos que a gente acompanha da medicina convencional, 30% dos medicamentos alopáticos são placebo, têm efeito placebo.
Podemos afirmar que o tratamento homeopático é eficaz, promove o reequilíbrio do organismo, não oferece efeitos colaterais como os das drogas químicas e tem custo muito menor. Mesmo assim sua expansão não ocorre. Por que?
Principalmente porque a medicina hegemônica é alopática. Para a homeopatia entrar na academia, dentro da universidade, não é uma coisa fácil, porque são paradigmas diferentes. Para se fazer uma pesquisa na área da homeopatia é muito difícil conseguir esta pesquisa financiada particularmente, você precisa da academia. A grande parte das pesquisas da alopatia são financiadas pela indústria farmacêutica e nós não temos esta indústria para financiar esta pesquisa da homeopatia, precisaríamos entrar dentro da academia. E dentro da própria academia existem muitas resistências. Mas já existe homeopatia em várias universidades.
Em qual estágio se encontra o serviço homeopático no serviço publico brasileiro?
Existe uma política nacional chamada PNPIC, ou seja, Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, já de bastante tempo, onde estão contempladas estas práticas da homeopatia, da acupuntura, a fitoterapia, o termalismo. Já era para ter sido implementada há muito tempo “full time” mas existe uma portaria que ia regulamentar esta política. Mas esta portaria não conseguiu ser alavancada porque a própria Associação Médica Brasileira barrou por conta de que na especialidade de acupuntura muitas outras profissões queriam fazer acupuntura e deixaria de ser um ato médico. Está meio travado tudo isso. Mas existe a politica em todas as prefeituras. O SUS é descentralizado e o gestor é quem decide como vai fazer ou não. Aqui em Campo Grande, por exemplo, funciona a especialidade de homeopatia no CEM – Centro de Especialidades Médicas do SUS, onde estão os especialistas. Existe a atenção básica, que é a atenção primária nas Unidades Básicas de Saúde, postos de saúde e existe a atenção secundária, que é neste centro de especialidades com vários especialistas, inclusive a homeopatia. Temos homeopatas atendendo de manhã, à tarde e à noite. São cerca de 8 homeopatas e olhe o paradoxo: existe uma agenda ociosa, mesmo com tanta demanda, porque os pacientes, por conta do sistema de regulação do SUS, são encaminhados da Unidade Básica de Saúde para o CEM, para o especialista e muitos colegas não encaminham o paciente para a homeopatia, o paciente tem que ir lá pedir, dizer que quer uma consulta homeopática. Existe uma certa resistência em torno disso por desinformação mesmo. Acho que precisa ter mais palestras informativas para os colegas entenderem como funciona a homeopatia. Os próprios colegas criam este muro para os pacientes chegarem até o CEM.
Quais são as barreiras a serem vencidas pela homeopatia hoje?
Na realidade, a homeopatia, à medida em que os pacientes vão tomando conhecimento desta questão, do porquê estão adoecendo e buscar uma nova explicação para isso, não achar que estão doentes por acaso, porque mudou o tempo, porque é uma doença que acontece, estão se apropriando de si e buscando novas formas de se cuidar. A questão toda é até na própria formação dos novos homeopatas. Hoje é uma grande preocupação nossa e um debate que levamos a este congresso. A homeopatia é a segunda das 52 especialidades médicas que existem na Associação Médica Brasileira, nós somos a segunda mais antiga de idade. A média dos homeopatas está em 55 anos, temos poucos jovens na homeopatia. E por que isso? Não é uma questão apenas da homeopatia, porque a grande maioria dos jovens que entra na faculdade de medicina não tem mais aquela vocação, busca algo que dê retorno financeiro.
Link:
http://www.correiodoestado.com.br/cidades/queremos-voltar-a-pratica-medica-colocar-a-mao-e-perceber-o/285993/
Na abertura do Congresso, Presidente destaca defesa e renovação
Prezadas senhoras, senhores, autoridades da mesa, boa noite!
A homeopatia hoje festeja a realização do XXXIII CBH.
Estamos reunidos neste evento científico objetivando congregar os homeopatas aqui nesta bonita e arborizada cidade de Campo Grande que é um polo de formação tradicional e que conta com uma representação institucional, a AMHMS, que tomou para si mais uma vez a realização deste importante evento da homeopatia brasileira que congrega, no mesmo evento, profissionais homeopatas médicos, odontólogos e médicos veterinários, bem como estudantes universitários destas áreas.
Um evento importante onde são tratados temas de máximo interesse de todos nós, seja no campo da pesquisa, como no da clínica, semiologia, epistemologia, saúde pública, temas institucionais e muito mais.
E dentro destes temas, alguns se mostram de muita importância e significância no atual momento, em especial:
A defesa profissional
Agora, principalmente durante a segunda gestão desta diretoria, temos trabalhado intensamente com demandas cada vez mais crescentes, e não só relacionadas às questões internas da Homeopatia. Tem sido cada vez mais necessária a presença constante e ativa nas reuniões da AMB, que tem chamado as especialidades médicas junto com seus associados para participar do movimento de defesa profissional, sendo um dos principais temas a questão da invasão da nossa área por outras profissões, que querem tomar para si, sem os devidos conhecimentos, o direito da prescrição medicamentosa. Tem sido uma luta árdua. Assome-se a isso, a ação inconteste de pessoas leigas, sem conhecimento clínico algum, que insistem em prestar atendimento homeopático, em especial, de terapeutas apoiados por instituições de ensino que visando o lucro, continuam com seus cursos de formação sem qualquer critério de admissão, representando, enfim, um sério perigo para a população em geral. Da nossa parte, temos, através do nosso departamento jurídico em parceria com a AMB, citado essas instituições, buscando uma atuação firme e equilibrada para se mostrar presente e coibir os abusos que têm sido cometidos.
Os novos homeopatas
Outro desafio importante que temos enfrentado é a rarefação de profissionais interessados em cursar a especialidade e o envelhecimento dos profissionais em relação ao número de novos especialistas. Frisamos ainda que, mais do que novos homeopatas, é necessário formarmos lideranças comprometidas com a causa homeopática e dispostas a tomar à frente este trabalho.
Diante desta realidade, é premente zelar por um ensino de qualidade que abranja todos os aspectos do curriculum mínimo exigido pela AMHB, em especial, a doutrina Hahnemanniana, baseada no Organon, e, por isso, nossa atuação junto ao CEF, de apoio e estímulo ao fortalecimento, união e organização das instituições formadoras do nosso país, bem como das entidades federadas estaduais.
Dentro deste aspecto, temos também realizado anualmente as provas de título de especialista, certificando assim esses novos homeopatas. Destacamos a importância de se estimular a que se adquira o título de especialista para a manutenção da nossa especialidade e sobrevivência da Homeopatia como campo de atuação médica.
No campo da comunicação, inauguramos recentemente o novo site da AMHB. É fundamental que todos procurem se cadastrar. É ele o nosso principal meio de comunicação. É por ele que divulgamos os principais eventos da AMHB e suas federadas, publicamos os editais e as notícias de interesse atualizadas, apresentamos os endereços e contatos das federadas e das entidades formadoras, enviamos as Newsletters, realizamos os fóruns, etc., ou seja, é onde centralizamos toda informação oficial.
Quanto aos melhoramentos, sabemos que ainda há muito a fazer. Estamos agora em fase de aprovação de algumas modificações no estatuto que visam tornar a AMHB mais representativa. Enxugando as comissões, deixando apenas as que efetivamente vem trabalhando. Promovendo a eleição direta (sem a intermediação de delegados) e deixando aberta a possibilidade de realização de eleições com voto não presencial (virtual), como já vem fazendo o CRM e algumas associações médicas estaduais. Isso visa facilitar e interiorizar o acesso e o direito de voto, bem como, reduzir despesas. Outro ponto que julgamos importante, objetivando cada vez mais ser representativa, é a possibilidade de filiação direta à AMHB, dos especialistas homeopatas que vivem em Estados onde não existe federada ou onde a mesma se encontra inativa.
Sabemos que ainda há muito mais a fazer, como promover a pesquisa, facilitar o acesso da homeopatia no campo da saúde pública (SUS), a penetração na universidade, a interlocução com órgãos internacionais e muito mais. Sabemos de tudo isso, porém isso só será possível com uma entidade forte, bem organizada e representada.
Parabenizamos os organizadores deste congresso pelo esmero na sua realização. Temos a presença de cinco palestrantes internacionais, um seleto grupo de palestrantes nacionais e os principais polos de representação e ensino brasileiros. Tem tudo para ser um evento muito rico e intenso que certamente agregará muito para todos nós.
Meus agradecimentos a toda diretoria da AMHMS e comissão organizadora do XXXIII CBH pela realização deste evento magno da Homeopatia brasileira, assim como, pelo apoio dado à AMHB e as suas comissões, aos representantes da AMVHB e ABCDH aqui também presentes e parceiros neste congresso, aos bravos colegas de diretoria, à nossa secretária e a todos os presentes, a quem manifesto os meus maiores agradecimentos.
Que possamos seguir juntos, unidos, tranquilos e em paz. Felicidades para todos nós!
Link:
http://www.amhb.org.br/na-abertura-do-congresso-presidente-destaca-defesa-e-renovacao/?mc_cid=10e6fc0cfa&mc_eid=4b27880f7b
BVS Homeopatia – Nova plataforma para gerenciar conteúdos-WordPress
Prezados, Dr. Matheus Marim e Dr. Álvaro Mesquita Jr.
A BVS Homeopatia foi contemplada no TC 50-10TA – BIREME / CGDI/MS / OPAS, na linha de Acessibilidade, com mudança de plataforma tecnológica da BVS para WordPress. (TC-Termo de Cooperação / TA-Termo de Ajuste) Assim, a administração do site da BVS Homeopatia está em nova plataforma, o WordPress e, após processo de migração e atualização dos conteúdos, um trabalho conjunto BIREME (Bibliotecária Joanita Barros) mais Equipe de Técnicos BIREME, BVS Homeopatia (Bibliotecária Rosangela Brambilla) e Biblioteca APH (Bibliotecária Renata Menezes) o site está disponível ao público. Segue abaixo as tarefas que envolvem o site da BVS Homeopatia. Atenciosamente, Rosangela Brambilla Agosto/2016 Site da BVS Homeopatia em nova plataforma de administração, WordPress. Novo lay-out – http://homeopatia.bvs.br/ (confira) Atualizar ou Inserir tópicos em cada Seção no Site: Atualizar e Inserir dados na Base HomeoIndex e títulos de Revistas no Portal de Revistas de Homeopatia: Agosto/2016 http://www.bvshomeopatia.org.br/bvsho/BVSHomeopatiawordpress.htm |
Homeopatia ganha espaço na odontologia e na veterinária
Homeopatia ganha espaço na odontologia e na veterinária
Prática terapêutica que se baseia no tratamento individualizado ganha espaço em outras especialidades – Gerson Oliveira / Correio do Estado
Crédito Gerson Oliveira/Correio do Estado
Homeopatia é um tema que gera controvérsias. A própria ciência ainda não chegou a um consenso sobre a prática. Há artigos científicos que a endossam, mas também há os que negam sua eficácia. A população também se divide e muita gente desconfia dos benefícios prometidos. Para os profissionais que optaram por se especializar nessa técnica, não há dúvidas dos benefícios trazidos pela terapêutica que se baseia no princípio de que “semelhante pelo semelhante se cura”.
Independentemente das crenças e descrenças, um fato é que a homeopatia vem sendo utilizada em áreas diversas. Não é apenas a medicina que faz uso das descobertas do médico alemão Samuel Hahnemann. Atualmente, a odontologia e a medicina veterinária também passaram a utilizar as técnicas. No 33o Congresso Brasileiro de Homeopatia, que aconteceu em Campo Grande até terça-feira, profissionais que fazem uso da terapia se encontraram para discutir seus benefícios e aplicações.
Segundo Ariovaldo Ribeiro Filho, presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), a homeopatia se baseia no uso de medicamentos que trazem em seus componentes doses mínimas das substâncias que produzem sintomas nos indivíduos. Isso é feito por meio de diluição e dinamização. Uma das vantagens em relação ao método seria o fato de que os medicamentos não são tóxicos. “Diferentemente da alopatia, estamos fortalecendo o organismo do indivíduo”, explica.
O especialista cita como exemplo o tratamento de um paciente que tem dificuldades para dormir. O tratamento alopático sugere o uso de medicamentos que causam torpor. Na homeopatia, seguindo o princípio da semelhança, seria utilizado um estimulante diluído em dose mínima. Acredita-se que isso faria o organismo reagir de maneira contrária, uma vez que “seria estimulado e tentaria se adaptar a situação, agindo inversamente”, explica.
VETERINÁRIA
Esse princípio vem sendo aplicado em outras áreas. Uma das mais promissoras tem sido a medicina veterinária, tanto em animais de pequeno porte quanto em rebanhos. “Passei a utilizar a homeopatia em meu consultório porque vi resultado. Doenças que não podiam ser tratadas de nenhum outro jeito eram curadas com homeopáticos”, explica Mônica Filomena, médica-veterinária e responsável técnica em empresa que produz medicamentos homeopáticos para animais.
Uma das queixas comuns em relação aos tratamentos homeopáticos, feita por quem não acredita na prática, é de que se trataria de placebo, ou seja, o efeito é sugestivo. No entanto, Mônica questiona esse posicionamento. “Os animais não estão sujeitos a isso, eles não sabem que estão sendo medicados com homeopatia e, mesmo assim, vemos ótimos resultados”, comenta.
Assim como as consultas com humanos, o trabalho com a homeopatia veterinária também depende de uma longa consulta, em que se levantam as possíveis causas para determinados sintomas. “A anamnese é feita com o dono, tentamos descobrir o máximo e, assim, produzir um medicamento que atue em um ponto específico”, explica.
Segundo ela, a veterinária é uma área em que medicamentos alopáticos são usados frequentemente, mas há casos em que eles perdem a eficácia – como no uso de antibióticos, por exemplo. “Ainda há outras vantagens. A homeopatia não causa efeitos colaterais, por exemplo, e também pode ser usada para o tratamento de grandes populações, como rebanhos de gado”.
ODONTOLOGIA
“Como profissional, uma hora se chega a um momento da carreira em que buscamos outras maneiras de tornar uma consulta mais agradável ao paciente”, afirma Robson Lins, que junto à esposa são os únicos dentistas homeopatas de Campo Grande. Segundo ele, as técnicas aprendidas em um curso de especialização servem para tornar o paciente mais receptivo ao tratamento.
Embora a homeopatia não esteja tão difundida em meio à odontologia, Robson acredita que isso é uma questão em mudança. “O Conselho Federal de Odontologia reconheceu o uso de homeopáticos a pouco tempo, com isso, conseguimos a regulamentação jurídica que nos faltava”, explica. Ele afirma que costuma atender, principalmente, pacientes indicados por médicos homeopatas. “Acabamos falando a mesma linguagem”, afirma.
BVS Homeopatia – Novo Site
Prezados Colegas Homeopatas e Amigos,
Com atualização na apresentação do site, a Biblioteca Virtual em Saúde – Homeopatia (BVS-Homeopatia) acaba de ser disponibilizada em nova plataforma de administração (WorldPress): http://homeopatia.bvs.br/
Trabalho em conjunto da Equipe BVS-Homeopatia com a Bireme possibilitou a apresentação de uma plataforma trilíngue (português, espanhol e inglês) moderna, atualizada e ágil, facilitando sobremaneira a divulgação da Homeopatia e seu corpo de conhecimentos a todos os interessados.
Dentre as inúmeras novidades, cito a disponibilização de links de pesquisa de temas homeopáticos (Filosofia Homeopática, Clínica Homeopática, Terapêutica Homeopática, Matéria Médica, Repertório, Semiologia Homeopática, Farmácia Homeopática e Patogenesia Homeopática), nos quais o interessado, com simples clicks, tem acesso a inúmeros trabalhos científicos publicados e indexados nas principais bases de dados. Vale a pena conferir!!!
Eu parabenizo a laboriosa Equipe BVS-Homeopatia por mais este brilhante trabalho em prol da divulgação e da promoção científica da nossa querida Arte de Curar.
Nos vemos no XXXIII Congresso Brasileiro de Homeopatia.
Saudações Homeopáticas.
Marcus Zulian Teixeira
http://www.homeozulian.med.br
http://www.novosmedicamentoshomeopaticos.com
Existe Evidencia Científica de que la Supresión de las Enfermedades Agudas en la Niñez Induce Enfermedades Crónicas en el Futuro?” – La Homeopatía de México
Prezados Colegas Homeopatas e Amigos:
Acaba de ser disponibilizada online a última edição do periódico mexicano La Homeopatía de México:
http://www.similia.com.mx/index.php?sec=revista
Nesta edição, tivemos a honra de publicar o artigo intitulado “¿Existe Evidencia Científica de que la Supresión de las Enfermedades Agudas en la Niñez Induce Enfermedades Crónicas en el Futuro?” (em anexo), tradução ao espanhol de artigo publicado no periódico Homeopathy em 2002, no qual fundamentamos a “teoria homeopática das vacinoses” de James Compton Burnett na “teoria miasmática” de Samuel Hahnemann, na “teoria das reações anormais do sitema reticuloendotelial” do homeopata frânces Henri Bernard, na “meta-alergia e para-alergia” da patologia experimental de Walter Edgar Maffei, e no desbalanço linfocitário (Th1 versus Th2) da teoria imunológica da “hipótese higiênica”.
Associado aos artigos anteriormente publicados em La Homeopatía de México (“Homeopatía: ¿Un enfoque preventivo de la medicina?” e “La isoprofilaxis no es homeoprofilaxis ni inmunización homeopática, sino inmunización isopática, y no se fundamenta en el modelo epistemológico homeopático: respuesta a Golden – partes 1 e 2”), estamos concluindo a publicação de uma série de quatro artigos em língua espanhola que discorre sobre diversos aspectos do tema “vacinas”, objeto de importantes discussões no meio homeopático.
Nos vemos no XXXIII Congresso Brasileiro de Homeopatia!
Saudações Homeopáticas,
Marcus Zulian Teixeira
www.homeozulian.med.br